quinta-feira, 19 de junho de 2014

Arte do Desapego

Existe um ritual tibetano onde os monges se dedicam pacientemente a fazer uma mandala composta apenas de milhões de grãos de areia e, após todo o tempo e esforço, eles destroem todo o trabalho feito.

Certas coisas só podem ser compreendidas se prestarmos atenção de mente e coração abertos.

Um dos maiores ensinamentos dos budistas é o desapego. O desapego é a renúncia dos valores materiais (e morais) e tudo o que se pensa ilusoriamente possuir. Tudo é finito. Tudo passa. A alegria, assim como a dor, vai passar. Deve-se viver do que faz bem à alma. Disciplina, paciência, desapego, aprendizado, amor, respeito...

A construção das mandalas é uma prática meditativa que exercita a paciência, a concentração extrema, muito cuidado e, a cada instante, torna-se mais rica em beleza e informações, pois cada detalhe possui um significado.
A destruição das mandalas é santificada. O procedimento é feito com tanta delicadeza quanto o início, enquanto está sendo desenhada. Elas são destruídas meticulosamente de acordo com a ordem dos significados. Ao fim da limpeza, a areia é lançada à água para que seja compreendido o ciclo da vida e o real significado do mundo material. Tudo surge do nada e tudo tem o seu fim.

Eis uma coleção de mandalas de areia e, ao final, partes da destruição ritualística tibetana.
Vale lembrar que, ao clicar em uma imagem (qualquer uma), pode-se visualizar todas as outras em um tamanho maior. :)

Vídeos interessantes do procedimento das mandalas: